
“corcel de fogo encantado, sem limite para o seu galope” – Clarisse Lispector sobre Lúcio Cardoso
Joaquim Lúcio Cardoso Filho (1912-1968) é natural de Curvelo (Minas Gerais) foi um dos autores brasileiros mais importantes da década de 30 no Brasil por suas “ficções regionais, centralizando o tema de suas obras e regiões especificas do Brasil e criticando diferenças sociais.. Lúcio Cardoso foi romancista, poeta, dramaturgo e artista plástico, em 1966 foi reconhecido pela Academia Brasileira de Letras recebendo o prêmio “Machado de Assis” pelo conjunto de sua obra. O autor foi, no Brasil, uma das primeiras figuras culturais de destaque a assumir sua homossexualidade. Deixou em seu Diário (1958), escrito entre os anos de 1949 a 1958, relato bastante contundente sobre sua orientação sexual, assim como as dúvidas e culpas geradas por sua formação católica. Clarisse Lispector e Lúcio Cardoso eram grandes amigos, trocavam muitas cartas e autora era apaixonada por ele. Em 1968 ele sofreu um AVC e veio a falência.
Obras
- 1934 – Maleita
- 1935 – Salgueiro
- 1936 – A Luz no Subsolo
- 1938 – Mãos Vazias
- 1940 – O Desconhecido
- 1941 – Poesias
- 1943 – Dias Perdidos
- 1944 – Inácio
- 1944 – Novas Poesias
- 1946 – A Professora Hilda
- 1946 – O Anfiteatro
- 1954 – O Enfeitiçado
- 1959 – Crônica da Casa Assassinada
- 1970 – Diário Completo
- 1973 – O Viajante (póstumo, editado e prefaciado por Octavio de Faria)
- 2005 – Baltazar (inédito – fragmentos)
Vídeos sobre o autor:
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