Júlia Macedo nasceu e cresceu em Belo Horizonte. Sempre foi apaixonada por palavras e, aos 15 anos, criou um Instagram literário (@livrosepaixoes_) para compartilhar com o mundo algumas de suas maiores paixões: livros e boas histórias. Além disso, é idealizadora e moderadora de um grupo de Leitura Coletiva que conta com mais de 70 integrantes de todo Brasil, mediando diálogos sobre literatura e promovendo a criação de uma comunidade leitora nacional. Atua como revisora desde 2019, cuidando, sobretudo, de textos literários e de canções no site Letras. É graduada em Letras pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), ama ficar com sua família e seus gatos, viajar, ouvir música e viver histórias dignas de serem eternizadas pela escrita.
Livro responsável por abalar o meio literário brasileiro quando publicado pela primeira vez em 1959, Crônica da casa assassinada conta a história de uma família em decadência: cada geração se vê mais pobre que a anterior, dilapidando o patrimônio para sobreviver. Os Meneses, porém, continuam sendo respeitados na pequena comunidade mineira em que vivem. A Chácara, a grande casa que gera orgulho mas também aprisiona, é vista com reverência e desconfiança por todos que conhecem o clã.
Contudo, a chegada de Nina ― jovem carioca que se muda após se casar com Valdo, o irmão do meio ― vai abalar a relação difícil que se estabelece entre os irmãos. Demétrio, o mais velho, tem na esposa Ana uma arma sutil; Timóteo, o mais novo, se embrenha cada vez mais na própria decadência quando passa a viver trancado num quarto. “A matriarca da casa é a própria casa”, diz Chico Felitti no prefácio desta edição. “Suas alamedas são veias que irrigam o coração que é a casa-grande.”
Fantasmagórico, envolvente e extremamente brutal, Crônica da casa assassinada utiliza a pluralidade de vozes narrativas para explorar os limites do desejo e da submissão.
Felipe Fagundes, é de Nova Iguaçu/RJ, mas atualmente mora no Rio de Janeiro com seu marido. Escreve historias bem-humoradas que, na verdade, são dramas disfarçados. Seus temas favoritos são família, amizades complicadas e relacionamentos em geral. Gosta de retratar personagens LGBT+ que já saíram da adolescência e agora precisam ganhar o mundo.
Ilustralu é o pseudônimo dai lustradora, roteirista e quadrinista Luiza de Souza, Luiza é conhecida pelo seu quadrinho Arlindo, que foi publicada em livro em 2021 pela editora Seguinte. No ano seguinte, ganhou o CCXP AWvards de melhor quadrinho (por Arlindo) e o 34º Troféu HQ Mix nas categorias melhor novo talento – desenhista, melhor novo talento – roteirista, melhor publicação juvenil e melhor web quadrinhos.
Clara Alvez sempre foi apaixonada por livros. Estudou jornalismo e trabalhou no mercado editorial por anos, mas largou tudo para viver seu maior sonho: ser escritora em tempo integral. É autora do best-seller LGBTQIAP+ Conectadas e de Romance real (2022), que foi traduzido para o inglês com o título London On My Mind. Mora no Rio de Janeiro, onde passa a maior parte do tempo consumindo e escrevendo romances clichês de aquecer o coração.
Obras
Conectas (2019)
De repente adolescente: Antologia de contos (2021)
Romance Real (2022)
obre amor e estrelas – e a cabeça nas nuvens (2022)
Elayne Baeta a baiana, escritora e lésbica. Escritora, poeta e ilustradora ela é fenômeno da literatura LGBT no Brasil. Elayne começou sua carreira como escritora escrevendo no wattpad sua historia” O amor não é obvio”, o sucesso foi tão grande se tornou um livro e em 2019 foi oficialmente publicado pela editora Record. A autora também possui um podcast autoral “lésbica e ansiosa” disponível no youtube e spotfi.
Em 2025 com o lançamento da continuação de O Amor Não É Obvio, a autora púbicou “Coisas obvias sobre o amor” e com um lançamento veio o anuncio de uma turnê literária por alguns estados do Brasil, com bate papo com a autora, sessão de autógrafos e after em baladas somente para mulheres sáficas, tudo isso com o objetivo de fazer uma arrecadação de alimentos, roupas e intes de higiene para ongs de apoio a pessoas da comunidade LGBT, no total foram mais de 1 tonelada de arecadação.
Raphael Montes é natural do Rio de Janeiro, começou sua carreira como escritor em 2009 publicando com outros autores, em 2012 lançou seu primeiro livro Suicidasa atualmente é um dos grandes nomes das historias de suspense e terror. O autor é assumidamente gay e em suas obras possui personagens LGBTs. No ano de 2025 foi destaque por sua primeira novela Beleza Fatalque também possui muitos personagens LGBTs.
Obras
Suicidas (2012)
Dias perfeitos (2014)
O Vilarejo (2015)
Jantar secreto (2016)
Bom dia Veronica (2016)
Uma mulher no escuro (2019)
Bom dia Veronica (2022)
A magica mortal: uma aventura do esquadrão zero (2023)
Uma família feliz (2024)
Quer saber mais sobre o autor? siga ele no Instagram: @raphael_montes
Natália Borges Polesso (1981) é escritora, pesquisadora e tradutora. Nacisda no Rio Grande do Sul a autora já ganhou alguns prêmios pelas suas obras onde é são preponderante o protagonismo de personagens lésbicas e a abordagem do amor entre mulheres. Em 2016 com livro Amora ganhou o premio jabuti e em 2022 prêmio minuano de literatura pelo livro a extinção das abelhas.
Obras
2013 – Recortes para álbum de fotografia sem gente – contos (Modelo de Nuvem)
João Silvério Trevisan(1944) é paulista nascido em Ribeirão Bonito é um escritor ficcional e ensaísta, roteirista e diretor de cinema, dramaturgo, coordenador de oficinas literárias, jornalista, tradutor e defensor da comunidade LGBTQIA+. João Silvério Trevisan foi um dos fundadores do grupo Somos na defesa dos direitos dos homossexuais e de sua descriminalização na década de 1970, bem como um dos fundadores do jornal Lampião da Esquina – periódico em atividade de 1978 a 1981, com distribuição nacional, considerado subversivo no período, por sua defesa de direitos civis e uso de linguagem política afiada, com o emprego de gírias gays.
Em 09 de novembro de 2023, em cerimônia solene, João Silvério Trevisan recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU),
por sua contribuição intelectual e artística como escritor, tradutor, roteirista, jornalista, diretor de cinema e dramaturgo, e em reconhecimento por sua militância em prol da cultura, das letras, das artes e das lutas da comunidade LGBTQIAP+
Obras
Testamento de Jônatas deixado a David (Ed. Brasiliense, 1976; contos);
As incríveis aventuras de El Cóndor (Ed. Brasiliense, 1980/Ed. Moderna, 1984; romance juvenil);
Em nome do desejo (Ed. Codecri, 1983/2ª edição Ed. Max Limonad, 1985; Editora Record, 2001; romance);
Devassos no Paraíso (1ª e 2ª edições, Ed. Max Limonad, 1986; 3ª edição ampliada, Ed. Record, 2000; 4ª edição ampliada e atualizada, Ed. Objetiva, 2018; ensaio histórico-antropológico);
O Livro do Avesso (Ed. Ars Poetica, 1992; romance);
Ana em Veneza (Ed. Best Seller, 1994/4ª edição Ed. Record, 1998; romance);
Troços & destroços (Ed. Record, 1997; contos);
Seis balas num buraco só: A crise do masculino (Ed. Record, 1998; Ed. Schwarcz, 2021; ensaio multidisciplinar);
Pedaço de mim (Ed. Record, 2002; ensaios);
Rei do Cheiro (Ed. Record, 2009; romance);
Pai, Pai (Ed. Alfaguara, 2017; romance autobiográfico);
A Idade de Ouro do Brasil (Ed. Alfaguara, 2019; romance);
Meu irmão, eu mesmo (Ed. Alfaguara, 2023; romance autobiográfico).
“corcel de fogo encantado, sem limite para o seu galope” – Clarisse Lispector sobre Lúcio Cardoso
Joaquim Lúcio Cardoso Filho (1912-1968) é natural de Curvelo (Minas Gerais) foi um dos autores brasileiros mais importantes da década de 30 no Brasil por suas “ficções regionais, centralizando o tema de suas obras e regiões especificas do Brasil e criticando diferenças sociais.. Lúcio Cardoso foi romancista, poeta, dramaturgo e artista plástico, em 1966 foi reconhecido pela Academia Brasileira de Letras recebendo o prêmio “Machado de Assis” pelo conjunto de sua obra. O autor foi, no Brasil, uma das primeiras figuras culturais de destaque a assumir sua homossexualidade. Deixou em seu Diário (1958), escrito entre os anos de 1949 a 1958, relato bastante contundente sobre sua orientação sexual, assim como as dúvidas e culpas geradas por sua formação católica. Clarisse Lispector e Lúcio Cardoso eram grandes amigos, trocavam muitas cartas e autora era apaixonada por ele. Em 1968 ele sofreu um AVC e veio a falência.
Cassandra Rios é pseudônimo criado por Odette Perez Rios (1932-2002) foi a primeira escritora brasileira a retratar mulheres homossexuais em sua obra. Considerada a escritora brasileira mais perseguida durante ditadura militar, Cassandra Rios ficou conhecida popularmente como a “escritora maldita” daquela época. Em suas obras, a autora era abertamente contrária a ‘moral e aos bons costumes’ da sociedade patriarcal.
Ao todo foram 36 livros censurados de 50 que já foram publicados ao longo de sua vida. No entanto chegou a vender mais de um milhão de exemplares, superando grandes nomes da literatura nacional, como Jorge Amado, Clarice Lispector e Érico Veríssimo.
Considerada pioneira em temas ligados ao público LGBT, a escritora se assumiu lésbica abertamente ainda jovem. Cassandra Rios veio a falecer em 2002 em decorrência de um câncer, aos 69 anos, mas ainda hoje é símbolo de resistência na literatura nacional, por suas obras terem sidos censuradas, apesar de ser uma autora importante é difícil encontrar seus livros.